Adhemir

Por Adhemir Marthins

ASSUNTOS...

DOUTRINA E TEOLOGIA... HISTÓRIA DA IGREJA... ESPIRITUALIDADE... CATEQUESE... DICAS DE LEITURA... NOTÍCIAS... RELAÇÕES HUMANAS... SACRAMENTOS... EDUCAÇÃO... LITURGIA... HISTÓRIAS E PENSAMENTOS...

.

.
Mostrando postagens com marcador PERGUNTAS E RESPOSTAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PERGUNTAS E RESPOSTAS. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

PROJETO: COMO SER FAMÍLIA

Um projeto para ajudar você a redescobrir a beleza da família católica e a buscar nada menos que o Céu!

Está na hora de riscar da sua vida os planos medíocres de realização neste mundo.

Gostaria de saber mais sobre #ComoSerFamilia?

Acesse o Link:

Primeiro Vídeo
Existe um tempo certo para casar? 
 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

OS PERIGOS DO RELATIVISMO RELIGIOSO

O que é o Relativismo Religioso? Quais suas consequências?


O Papa Bento XVI já falava muito do perigo da ditadura do relativismo. E o que seria? Uma mentalidade, uma cultura sem Deus, que vai se impondo no mundo, que quer expulsá-Lo do mundo, e que diz o seguinte: Não existe a verdade. A verdade, cada um faz a sua. Se aquilo é bom para você, então é uma verdade para você.
E isso é terrível, sobretudo para nós católicos. Jesus disse sim, sim; não, não. Por isso, devemos nos guiar pela Bíblia, pelo Catecismo, por todo ensinamento da verdade que a Igreja nos dá. Não podemos falsificar essa verdade, criando um cristianismo light para tentar agradar as pessoas. Não! Santo Agostinho sabiamente dizia: Não se imponha a verdade sem a caridade, mas também não se sacrifique a verdade em nome da caridade. Pensemos nisso
FONTE: http://cleofas.com.br/os-perigos-do-relativismo-religioso/

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

SOMOS RESPONSÁVEIS PELOS PECADOS DE OUTRAS PESSOAS?

Não, não somos responsáveis pelos pecados das outras pessoas, a não ser que tenhamos culpa aliciando alguém para o pecado, sendo cúmplice dele, encorajando-o no seu pecado ou omitindo um aviso ou uma ajuda oportuna. [1868]

Fonte: Youcat

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

TODAS AS RELIGIÕES SÃO IGUALMENTE BOAS?

No livro "O Sal da Terra", o então cardeal Joseph Ratzinger falou sobre o posicionamento atual de se considerar todas as religiões como iguais. Ele foi categórico ao dizer que, com certeza, nem todas as religiões são iguais ou mesmo boas. Segundo ele, existem formas de religião de tal maneira corrompidas e insalubres que não são capazes de levar o homem a Deus; pelo contrário, servem tão-somente para aliená-lo.

Estas más religiões ao longo de sua existência pregaram o terrorismo, o ódio, algumas até o sacrifício humano. É evidente que estas modalidades religiosas, mesmo em uma sociedade como a atual - em que a liberdade é cláusula pétrea -, elas não têm o direito de existir, pelo simples fato de que atentam contra a humanidade, causando um malefício à sociedade.

Além disso, um outro fato histórico contribui sobremaneira para que não se possa considerar todas as religiões iguais: Jesus Cristo. O cristianismo se diferencia das demais religiões, pois é a única que adora Deus que se fez homem.

Jesus nasceu em Belém, viveu em Nazaré, morreu em Jerusalém, fatos reais e concretos, diante dos quais não se pode passar indiferente. É preciso posionar-se, pois se Jesus é Deus, todas as outras religiões estão num nível inferior, ou se Jesus não é Deus, o cristianismo é uma grande farsa.

O cristão crê que todas as coisas encontram o seu sentido em Jesus Cristo. Tudo foi criado por e para Ele. É a razão de ser de tudo o que existe. É o sentido da vida de cada homem e isso significa também que Ele é o Senhor de tudo.

A pregação católica consiste em dizer que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, o Verbo de Deus encarnado, que continua vivo na história, num corpo concreto chamado Igreja Católica.

Jesus cristo continua vivo e presente através da Igreja em seu Magistério e em seus sacramentos. Afirmar a fé católica não é pregar o ódio ou a intolerância contra as outras religiões. Pelo contrário, o católico sabe desde a época dos mártires das primeiras perseguições que a fé católica não é algo pelo qual se mata, mas sim pelo qual se morre.

FONTE: https://padrepauloricardo.org/episodios/todas-as-religioes-sao-igualmente-boas

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

ÁLCOOL, FESTAS E PROMOÇÕES: ESSA MISTURA NÃO EVANGELIZA.


Por que a Igreja no Brasil está banindo o álcool de suas festas e promoções? Porque são muitas as pessoas que, ao participarem delas, se embriagam, com conseqüências maléficas para si mesmas, para a comunidade, para a família, para a sociedade. Quantas mortes, acidentes e brigas já aconteceram por que alguém bebeu mais do que devia numa festa religiosa? Já passou o tempo de colocar um ponto final nessa tragédia que escandaliza e fere a todos nós. Todas as pessoas que participam das festas e promoções se embriagam? Não. Muitas não ingerem bebidas alcoólicas, e outras bebem com moderação. Para uns, alguns goles trazem poucos transtornos, para outros basta uns poucos para que percam o controle de si mesmos. Bom, se são poucos os que se embriagam, por que a Igreja está banindo totalmente o álcool dos eventos que promove? Pelos seguintes motivos:


1.      A vida é sagrada. Sempre que ela é ferida, diminuída ou destruída, prejudicamos àqueles a quem devemos amar incondicionalmente, inclusive a nós mesmos. Quem peca contra a vida agride ao outro e a Deus.

2.      O álcool é droga que mata. Como podemos celebrar a vida oferecendo o que conduz à morte? E isso em nome da evangelização?

3.      Se uma pessoa tem sua vida diminuída ou, pior ainda, destruída, a festa como um todo, por melhor que tenha sido, se torna instrumento de morte.

4.      O fim não justifica os meios. Isto é, alimentar o vício não justifica a arrecadação ou até mesmo a confraternização – necessárias para desenvolver a ação evangelizadora.

5.      Pode acontecer que alguém aprenda a ingerir bebidas alcoólicas nas festas de Igreja, já que elas são quase “familiares” e onde a vigilância é menor do que em outras festas sem que pais ou responsáveis pela festa percebam.

6.      Porque uma ou poucas pessoas embriagadas, numa festa de Igreja, além do escândalo que causam e da vergonha que trazem à família, atingem diretamente a credibilidade da Igreja enquanto Instituição e como comunidade que tem o dever de preservar e promover a vida.


Mas se não se embriagarem nas festas das comunidades, irão se embriagar em outros lugares? É verdade. Porém, a Igreja é comunidade, espaço e lugar de vida. Por isso ela deve agir com coerência, sem alegar que em outros lugares há bebida alcoólica à vontade. Além da coerência, a Igreja é SINAL que chama a atenção da sociedade em que está inserida para o perigo das bebidas alcoólicas. Outra pergunta ainda pode ser feita para justificar um erro, a contradição. A extinção de bebidas alcoólicas nas festas de Igrejas não diminuirá a arrecadação que sustenta a evangelização e as obras em andamento? Não, porque muitas comunidades já fizeram a experiência e, não só não tiveram diminuição na arrecadação, como ainda criaram um ambiente mais familiar e fraterno, fazendo da festa uma celebração da vida. A reflexão necessária a ser feita é que a comunidade deve investir mais no dízimo e nas ofertas espontâneas, assumindo de forma corresponsável a missão de evangelizar. Se até aqui resistimos e buscamos argumentações contrárias, com a palavra os Bispos do Brasil:


“A Paróquia como comunidade servidora e protetora da vida, tem condições de favorecer a educação para o pleno exercício da cidadania e implantar uma pastoral em defesa da integridade da Terra e do cuidado com a biodiversidade. Algumas iniciativas não são fáceis de serem aplicadas, mas são urgentes. Uma delas é evitar a comercialização e o consumo de álcool nos espaços da comunidade. Especialmente nas festas dos padroeiros e outros eventos religiosos, a venda de bebida alcoólica contrasta com os programas de defesa da vida e combate a drogadização que a Igreja promove. Uma das drogas mais ameaçadoras da sociedade é o álcool. Entretanto, algumas Paróquias, em razão de questões financeiras, obras em andamento, culturais ou porque ‘sempre foi assim’ caem nessa contradição grave. Será preciso encontrar saídas alternativas para a manutenção da comunidade, como a partilha do dízimo. É urgente a conversão das comunidades paroquiais para evitar o contratestemunho de promover o consumo de álcool em quermesses ou outras atividades recreativas da comunidade.” (CNBB, Comunidade de comunidades: uma nova paróquia/A conversão pastoral da paróquia, Edições CNBB, 2014, nn. 285-286).


FONTE: Coleção Questionamentos. Padre Cristovam Iubel. Editora Pão e Vinho.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

QUAL A DIFERENÇA ENTRE A BÍBLIA CATÓLICA E A BÍBLIA PROTESTANTE?

Este vídeo do Padre Paulo Ricardo esclarece bem esta dúvida. Mas deixarei abaixo os aspectos principais desta diferença e a explicação você poderá assistir no vídeo.

Existe uma diferença quanto ao número de Livros. O Novo Testamento da Bíblia evangélica em relação à Bíblia Católica são iguais. (27 Livros). Mas o Antigo Testamento da Bíblia evangélica ou protestante não possui 7 Livros que fazem parte da Bíblia Católica. A Bíblia Católica é composta então por 73 Livros (46 Livros no A.T. e 27 no N. T.) e a Bíblia protestante 66 livros, (39 Livros no A. T. e 27 no N. T.), e ainda com alguns fragmentos faltantes. Vejamos:

A Bíblia dos evangélicos/protestantes não possui o Livro de JUDITE, TOBIAS, SABEDORIA, ECLESIÁSTICO, BARUC, I MACABEUS, II MACABEUS. Além disso, o Livro de Daniel na Bíblia protestante, não tem os capítulos 13, 14, e os versículos 24 a 90 do Capítulo 3 Não tem também os capítulos 11 a 16 do Livro de Ester.

Agora assista ao vídeo e você terá bem claro a explicação para esta diferença.

Abraço... Bom Estudo.

Fonte: www.youtube.com.br.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

PERGUNTAS E RESPOSTAS (3)



Sempre estive muito próximo de Grupos de Animação Litúrgica. Mesmo não sendo um músico de formação, acompanhei momentos belíssimos participando deste Ministério no Paraná, em Minas Gerais e agora aqui em Ribeirão Preto (SP), mas confesso que também já passei por momentos desagradáveis, pois estamos sempre nos renovando enquanto Ministério. Pessoas vêm e pessoas vão. Algumas com uma consciência bonita sobre a Missa, outras que muitas vezes não sabem nem o que estão fazendo ali. Também posturas erradas, improvisadas até mesmo por pessoas que se diziam entendidas sobre Liturgia. Dúvidas sempre haverá. Posturas inadequadas também. Já me fizeram algumas perguntas curiosas sobre a Música Litúrgica e que gostaria de partilhar com vocês. As respostas às questões não são de cunho pessoal, mas de acordo com o que pensa a Igreja e as orientações a partir do documento 43 da CNBB, Animação da Vida Litúrgica no Brasil”. 

PRIMEIRA QUESTÃO:

Qual deve ser o lugar do Grupo de Música durante a Celebração da Missa?

. Lugar que torne mais fácil a execução de seu Ministério Litúrgico.

. Que apareça claramente sua natureza, ou seja, que faz parte da Assembleia celebrativa e não se torne apenas um apêndice.

. Que possa cada um de seus membros facilmente obter plena participação nas Celebrações Litúrgicas.

. Fique voltado para o Altar que é o Centro, e não de costas para Ele.

. Que não fique em cima do Presbitério.

SEGUNDA QUESTÃO:

Todo Canto é Litúrgico?

NÃO. Para um canto ser Litúrgico, tem que expressar sua função Ministerial, ou seja:

- Ser tirado ou inspirado nas Sagradas Escrituras.

- Deve exprimir com mais suavidade a oração.

- Favorecer a unanimidade, consenso dos corações.

- Deve dar maior sobriedade aos Ritos Sagrados.

Então há uma diferença entre Música de Animação e Canto Litúrgico?

SIM. O canto de animação ou música de animação pode ser usado na Catequese, na Pastoral da Juventude, nos encontros da Pastoral Familiar, em Shows de músicas religiosas, etc.

O canto é litúrgico quando está a serviço do Mistério Celebrado ou quando evoca e leva a viver o Mistério Pascal (Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo) que está sendo celebrado.

Nem todos os cantos religiosos são próprios para a liturgia. Eles devem ser cantos litúrgicos, adaptados na sua estrutura e conteúdo, às várias partes da Celebração.

Por isso, não é aconselhável que músicas de cantores românticos, populares e do gênero, sejam cantadas durante as ações litúrgicas, porque não foi a intenção, a motivação e a inspiração destes compositores, a Sagrada Escritura.

TERCEIRA QUESTÃO:

Quais então são as músicas que devemos cantar na Liturgia?

Apenas aquelas músicas que foram compostas para evidenciar o sentido dos Ritos e da Ação Litúrgica.

Portanto, não devem ser cantadas na liturgia músicas de:

- danças profanas.
- temas de filmes
- temas de novelas.
- temas de festivais.
-peças teatrais e outras do gênero.

PS. Espero ter ajudado a clarear algumas dúvidas. A dica é que procurem ler o documento 43 da CNBB "Animação da Vida Litúrgica no Brasil." Disponível na Internet ou nas Livrarias Católicas.     

domingo, 16 de agosto de 2015

PERGUNTAS E RESPOSTAS (2)

PRIMEIRA QUESTÃO:

Uma questão que já foi certamente explicada, mas que geralmente esquecemos e que me chegou é sobre as leituras na Missa. As Leituras se repetem dentro do Ano Litúrgico?

RESPOSTA

Dentro do mesmo Ano Litúrgico, NÃO. Mas o Ano Litúrgico está dividido em:

Ano A - (Significa que durante este ano será sempre proclamado o Evangelho de São Mateus).
Ano B - (Corresponde ao Evangelho de São Marcos).
Ano C - (Corresponde ao Evangelho de São Lucas).

O Evangelho de São João é intercalado nos momentos fortes destes três anos. Assim sendo, as Leituras não são repetidas dentro do mesmo ano.

Portanto, ao DOMINGOS E SOLENIDADES estão marcadas três leituras:

Do PROFETA, do APÓSTOLO, do EVANGELHO, que levam o povo cristão a compreender a continuidade da Obra da Salvação, segundo a admirável pedagogia divina.


SEGUNDA QUESTÃO:

Em nossos encontros da Catequese com Adultos, solicitei que trouxessem a Bíblia, pois será a nossa ferramenta, o nosso manual para podermos esclarecer as dúvidas no decorrer da formação, e também para que em torno dela vivêssemos a espiritualidade enquanto Igreja.  Então, no encontro seguinte percebi que dois deles trouxerem a Bíblia de tradução Protestante. Associado a este fato, uma questão que me fizeram outro dia era a seguinte:

Tem algum problema trazer a Bíblia Protestante para a Celebração Litúrgica?

Bom, vamos esclarecer isso, para que conscientemente possamos zelar pelo bom uso da Palavra de Deus. Não devemos levar para as celebrações a Bíblia Católica, muito menos a Protestante. Vou explicar isso. Na Missa não vamos fazer nenhum estudo ou aprofundamento Bíblico, mas celebrar o Mistério Pascal. Na Proclamação das Leituras, do Salmo Responsorial e do Evangelho, constantemente acontecem cortes nas leituras o que torna impossível acompanhá-las pela Bíblia. A Palavra de Deus não deve ser lida e nem acompanhada, mas PROCLAMADA E ESCUTADA, guardá-la no coração e mais do que isso, devemos colocá-las em prática.

A Bíblia Protestante, menos ainda, porque nela faltam 7 (sete) livros. São eles:

1. Sabedoria
2. Tobias
3. Judite
4. Eclesiástico
5. Baruc
6. I Macabeus
7. II Macabeus

E, ainda, parte dos livros de Daniel e Ester.

Em breve outras questões. Se você tem alguma dúvida sobre Liturgia, Bíblia ou de outros aspectos de nossa Fé Católica, entre em contato por e-mail (adhemirmarthins@hotmail.com). Se não quiser se identificar não há problema, o importante é você tirar as suas dúvidas. 

Abraço a todos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

PERGUNTAS E RESPOSTAS (1)

Olá amigos, algumas perguntas chegaram até mim via Imbox e por e-mail. São questões referentes ao tema da Catequese sobre Liturgia que viemos trabalhando até aqui. As respostas apresentadas a estas dúvidas são pautadas nos Documentos da Igreja, portanto, sob a orientação do Magistério da Igreja (não são minhas opiniões particulares), mas como disse, estão de acordo com a Igreja e suas instruções litúrgicas. Portanto, mesmo que haja alguma dúvida, basta me escrever novamente e buscarei esclarecer melhor.

Vamos lá.

1. Uma das primeiras, senão a primeira pergunta que me chegou é sobre a Missa transmitida via Rádio ou TV. Se é válida ou não para as pessoas que assistem em casa.

Resposta: Se a pessoa estiver de alguma forma impossibilitada de ir até a Igreja ela é válida sim, podendo ser complementada com a visita do Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão, indo até você sob seu desejo de receber o Cristo Eucarístico. Mas ainda assim é válida, mesmo que ele não vá até sua casa. Você pode então durante a Missa fazer a sua Comunhão Espiritual. Mas cuidemos para que isto não nos torne acomodados, onde exercitamos uma fé egoísta e individualista só porque não queremos participar da comunidade e acabamos recorrendo às facilidades dos Meios de Comunicação.

Todos somos convidados a estarmos juntos. Igreja é junto e não separados. Portanto devemos participar, estar inseridos em uma comunidade e de suas celebrações litúrgicas. Uma coisa é assistir a Missa (TV), outra é participarmos ativamente da Liturgia. O que nos propõe o Concilium Vaticano II no Documento Sacrosanctum Concilium é: "que todos participemos de forma ATIVA, CONSCIENTE e FRUTUOSA, portanto de forma PLENA." (Sacrosanctum Concilium n. 14)

2. As vezes não sabemos quando começa e quando termina o Dia Litúrgico. Essa dúvida me veio em uma questão, já que muitos vão à Missa no meio da semana e não no final de semana (Sábado ou Domingo). Se é válida ou se mesmo indo no meio da semana é preciso ir no domingo.

Resposta: Para a Liturgia, o tempo litúrgico é compreendido entre uma meia noite à meia noite seguinte. Só os Domingos e as solenidades iniciam-se nas vésperas (primeiras vésperas) do dia anterior. (Cf. Dicionário de Liturgia p. 1259).

Em todos os dias, a qualquer horário, o sacrifício é o mesmo. "Não há dúvida que a Eucaristia dominical não possui, em si própria, um estatuto diferente daquela que se celebra em qualquer outro dia, nem pode ser separada do conjunto da vida litúrgica e sacramental. ( Dies Domini, n. 39). Assim, percebemos que participar da Santa Missa, em qualquer dia é uma devoção belíssima, mas é preciso nos atermos para o que pede o primeiro Mandamento da Igreja: "Guardar Domingos e Festas). 

O Catecismo da Igreja Católica nos traz esta orientação no parágrafo 2042: "O primeiro mandamento da Igreja ("Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho") ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã."

Portanto, nenhuma Missa que participamos nos outros dias satisfaz ao preceito estabelecido pela Igreja e pelo Primeiro Mandamento. Claro que podemos (e é muito bom e recomendável que se vá) ir às Missas todos os dias, no entanto, nenhuma pode "substituir" a Missa Dominical, na qual, além de devoção, é também obrigação cristã.
Completando esta orientação o Código de Direito Canônico no (Cân 1248 - § 1) prevê que a Santa Missa Dominical, por questões pastorais, pode ser antecipada para a tarde de sábado, e assim, mesmo celebrada no sábado, trata-se de uma Missa Dominical, e quem dela participa cumpre o preceito do terceiro mandamento e do primeiro mandamento da Igreja. Assim, no sábado à tarde, um padre pode "optar" por celebrar a liturgia de sábado, ou a liturgia de domingo adiada para a tarde de sábado; no segundo caso cumpre o preceito, no primeiro não.

PS. Há outras questões que irei partilhando nas próximas postagens.

Um Abraço em Cristo a todos.